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O mundo é minha família

Numa época de globalização como esta que vivemos, é impossível ver gente que centra toda a sua vivência ao seu limitado mundinho. Não dá mais para ficar fechado em sua vila, em seu bairro, em sua cidade, em sua paróquia, em sua diocese... São âmbitos pequenos e estreitos demais para quem vive numa “aldeia global”.

Hoje, todo cristão é chamado a ir muito além de suas fronteiras e descobrir que ser realmente católico é ter um coração aberto ao mundo todo e a todo mundo. Nações, povos, culturas e países formamos a única família. A família humanidade. Por isso, assimilamos e compartilhamos as conquistas, as lutas, as derrotas, as injustiças de todo e qualquer ser humano como parte de nossas pessoas.

Parece que esse modo de pensar o mundo deve impregnar todos aqueles e aquelas que continuam sonhando com a possibilidade de uma humanidade nova... É dentro desta visão que a Igreja conclama a todos os batizados e batizadas a engajarem-se na ação missionária da evangelização, atendendo ao mandato de Jesus Cristo, que a todos convida: “Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia (= o Evangelho) para toda a humanidade” (Mc 16, 15).

“Missões” é o nome dado a toda a ação organizada da Igreja, no cumprimento de seu dever de anunciar o Evangelho a toda a humanidade, especialmente em ambientes onde não existe uma real articulação da vida de fé e da vida eclesial. O motivo dessa atividade está na vontade de Deus que “quer que todas as pessoas sejam salvas e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tim 2, 4). Dai o porquê do empenho da Igreja no trabalho missionário, em todo o mundo. Faz parte de sua essência trabalhar missionariamente. Diz o Concílio Vaticano II que “cabe à Igreja o dever e também o direito sagrado de evangelizar” (Ad Gentes, Decreto sobre a Atividade Missionária da Igreja, n° 7).

A cada ano, no mês de outubro, o coração católico volta-se para o trabalho missionário da Igreja. Neste ano, partindo da Amazônia, somos convocados a ouvir o clamor do povo de Deus, fazendo da partilha daquilo somos e daquilo que temos dádivas para aqueles que não são e não têm. Da reflexão do tema e do lema de cada mês das missões nascem pistas de ação para todos os batizados.

Um dos primeiros gestos concretos para com a atividade missionária é aquele que converte cada cristão num sujeito corresponsável pela defesa da vida no mundo inteiro. É um gesto simples, mas que treina o coração do cristão-missionário a superar o xenofobismo e descobrir a bela sinfonia universal, presente na diversidade dos povos, nações, raças, línguas e culturas, em vista da construção de uma nova humanidade, fraterna e multicultural.

Pe. Júlio Antônio da Silva

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